Como sacar USDT no Brasil: conta bancária via Pix, cartão ou dinheiro em espécie

Como sacar USDT no Brasil: conta bancária via Pix, cartão ou dinheiro em espécie

Você pode sacar USDT no Brasil para uma conta bancária via Pix, para um cartão ou em espécie. Neste artigo, explicamos como cada método funciona, quanto custa e para quem ele é indicado.

Principais pontos

  • No Brasil, o USDT conta como operação de câmbio: é por isso que a exchange pergunta quem é o titular da carteira que enviou o seu USDT e retém a transferência até você preencher um formulário.
  • Sem imposto sobre vendas de até R$ 35.000 por mês: essa isenção vale apenas para vendas em exchanges brasileiras.
  • O P2P é o método mais arriscado: se um comprador pagar com o dinheiro de outra pessoa, o banco pode bloquear os valores na sua conta por até 72 horas com base no MED 2.0.

Por que vender USDT por reais

As pessoas no Brasil vendem USDT por reais porque o aluguel, as compras de supermercado e as contas no Brasil são pagos apenas em reais (BRL), na maioria das vezes via Pix, e o pagamento em cripto só é permitido quando as duas partes concordam. Quando analisamos como os brasileiros sacam USDT, um caminho apareceu com mais frequência: vender o USDT em uma exchange local e receber reais via Pix.

O Brasil ocupa o quinto lugar no mundo em adoção de cripto no índice de 2025 da Chainalysis, e a principal moeda por aqui é o USDT, uma stablecoin da Tether atrelada ao dólar americano na proporção de 1:1. Segundo a Receita Federal, a autoridade tributária do Brasil, o USDT responde por 88,7 % do volume declarado de stablecoins no país. Se você procura as formas gerais de vender a stablecoin em qualquer lugar, leia Como vender USDT e converter para USD, EUR ou moeda local - este guia trata apenas do Brasil.

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, que funciona 24/7 e é gratuito para pessoas físicas. O dinheiro é enviado para uma chave Pix: um número de CPF, um número de celular, um e-mail ou uma chave aleatória.

Formas de sacar USDT no Brasil

Você pode sacar USDT no Brasil por meio de uma exchange com saque via Pix, de uma carteira cripto por meio de um provedor, em espécie, a partir da sua conta bancária, ou via P2P. Analisamos as taxas das exchanges e dos provedores brasileiros e reunimos na tabela abaixo o que diferencia esses métodos: se você precisa de CPF, quanto paga em taxas e com que rapidez os reais chegam, com dados de outubro de 2026.

MétodoIdeal paraPrecisa de CPFTaxaVelocidade
Exchange brasileira → conta via PixResidentes com conta bancária brasileiraSim0,10-0,70 % na venda, saque via Pix gratuito ou R$ 3,50Segundos após a venda
Carteira cripto → cartão Visa ou conta via PixQuem guarda USDT na própria carteira e não quer conta em exchangeSim, para cartão ou conta brasileira, e o provedor verifica sua identidadeDepende do provedor, exibida antes de você confirmarGeralmente minutos
Conta bancária → dinheiro em espécieQuem precisa de dinheiro em espécieSim, você precisa de uma conta bancária brasileiraTarifa do próprio bancoAssim que o dinheiro cai na conta
P2P → conta via PixNão recomendadoSimDepende do preço do compradorMinutos, com risco de conta bloqueada

O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) é o número de identificação fiscal da pessoa física no Brasil. Sem ele, você não consegue abrir conta em banco nem em exchange brasileira, e um estrangeiro pode tirá-lo no Brasil pelo portal gov.br e em uma unidade conveniada por R$ 7, em cerca de dois dias úteis.

Como vender USDT por reais em uma exchange

Vender USDT por reais em uma exchange brasileira e sacar via Pix é o método mais barato: a taxa de negociação vai de 0,10 % a 0,70 %, e o Mercado Bitcoin e a Foxbit não cobram nada para sacar reais. A venda em uma exchange brasileira é indicada para quem mora no Brasil: o Mercado Bitcoin, a Binance e a Bitget só abrem conta em reais com CPF e só enviam reais para uma conta bancária em seu nome.

Você pode vender USDT por reais no Mercado Bitcoin, na Foxbit, na Binance, na OKX e em outras exchanges:

  1. Cadastre-se na exchange: Tenha em mãos o seu CPF, um documento com foto e uma conta bancária brasileira em seu nome.
  2. Envie USDT para a exchange: Pegue o endereço de depósito de USDT na exchange e escolha a mesma rede em que está o seu USDT. Por exemplo, a Foxbit aceita USDT em TRC20, ERC20, BNB Chain, Polygon e TON (depósitos na TON exigem MEMO).
  3. Preencha o formulário de transferência: A exchange pergunta quem é o titular da carteira de origem e qual é a origem dos recursos, e a transferência fica pendente até você responder.
  4. Venda USDT por reais: A taxa para venda a mercado é de 0,70 % no Mercado Bitcoin para volume de até R$ 10.000 em 30 dias, de 0,50 % na Foxbit e de 0,10 % na Binance (segundo as exchanges, outubro de 2026).
  5. Saque os reais via Pix: O dinheiro cai em segundos. O Mercado Bitcoin e a Foxbit não cobram taxa de saque, e a Binance cobra R$ 3,50.

Uma conta verificada no Mercado Bitcoin permite sacar até R$ 50.000 (cerca de US$ 10.000) por dia. Enviar USDT para a exchange também tem uma taxa de rede, que varia conforme a rede - veja Quanto custa enviar USDT para mais detalhes.

Quais exchanges de cripto funcionam no Brasil

As exchanges de cripto só podem continuar funcionando no Brasil depois de 30 de outubro de 2026 se tiverem pedido autorização ao Banco Central do Brasil, e as demais precisam encerrar as atividades em até 90 dias. No início de outubro de 2026, o Mercado Bitcoin está em processo de autorização, a Foxbit e a Bybit disseram que vão fazer o pedido, e a Binance não anunciou nenhum pedido.

Algumas exchanges estão deixando o varejo: a Bitso está encerrando o atendimento a clientes pessoa física no Brasil até 30 de outubro de 2026 e está transferindo os saldos para o Mercado Bitcoin. A NovaDAX e a Coinext também estão saindo do varejo. Se o seu USDT está em uma exchange que está de saída, você pode transferi-lo com antecedência para a sua própria carteira cripto.

Como sacar USDT de uma carteira para um cartão ou banco

Você pode sacar USDT da sua própria carteira cripto para um cartão ou uma conta bancária por meio de um recurso de venda. Diferentemente de uma exchange, a venda a partir de uma carteira cripto não exige conta em exchange nem formulário de transferência, e você vê a taxa do provedor antes de confirmar.

Por exemplo, a Gem Wallet é uma carteira móvel de autocustódia, com código 100 % aberto, para mais de 100 blockchains, que guarda USDT na TRON, na Ethereum, na BNB Chain e em outras redes e tem interface em português. Na Gem Wallet, você pode vender USDT em quatro passos:

  1. Abra o USDT na sua carteira: O USDT na rede TRON precisa de um pouco de TRX para cobrir a taxa de rede e, se o seu saldo de TRX estiver zerado, você pode comprar cripto no app com um cartão de crédito.
  2. Toque em Comprar e mude para Vender: Digite quanto USDT você quer sacar.
  3. Escolha um provedor: A Gem Wallet identifica o seu país pelo endereço IP e mostra apenas os provedores disponíveis lá - no Brasil, entre eles estão a Transak e a Paybis. A Transak paga reais em um cartão Visa brasileiro, a Paybis paga em uma conta bancária via Pix, e você vê o valor que vai receber, com todas as taxas incluídas, antes de confirmar.
  4. Confirme a venda: A sua primeira venda inclui uma verificação de identidade, e quem faz essa verificação é o provedor, não a carteira.

Venda de USDT na Gem Wallet Venda de USDT por meio da Transak na Gem Wallet

Você pode acompanhar cada venda na seção Atividade. Se você tem outra moeda, pode fazer swap dela por USDT na carteira antes de vender.

Importante: os pagamentos em reais vão apenas para um cartão ou uma conta bancária brasileira em seu nome, então você não consegue sacar USDT em reais sem CPF.

Como converter USDT em dinheiro em espécie no Brasil

Converter USDT em dinheiro em espécie no Brasil quase sempre passa por uma conta bancária: primeiro você vende USDT e recebe reais via Pix e, depois, saca esse valor em um caixa eletrônico ou com o Pix Saque em uma loja. Quase não existem lugares para trocar USDT diretamente por dinheiro em espécie: as exchanges pagam reais apenas em conta bancária, e o país tinha só 9 caixas eletrônicos de cripto no fim de 2024, segundo o CoinATMRadar.

O Pix Saque permite sacar dinheiro no caixa de uma loja que oferece o serviço: você envia o dinheiro via Pix, e o operador de caixa entrega o valor a você em espécie. Pelas regras do Banco Central do Brasil em vigor desde 2023, o limite do Pix Saque é de até R$ 3.000 (cerca de US$ 600) durante o dia e de até R$ 1.000 à noite, mas o banco ou a loja pode definir um limite menor.

Vender USDT via P2P é seguro no Brasil?

O P2P é a forma mais arriscada de vender USDT no Brasil: quando um comprador faz o pagamento com o dinheiro de uma vítima de golpe, a vítima contesta o Pix pelo MED, e o banco bloqueia os valores na sua conta. O esquema se chama triangulação: um golpista “vende” um produto falso para uma vítima e pede que ela faça um Pix para a sua conta, você envia o USDT ao golpista, e a vítima pede o dinheiro de volta a você.

O MED 2.0 está em vigor desde 2 de fevereiro de 2026: o banco bloqueia o valor contestado por até 72 horas e rastreia o dinheiro por uma cadeia de até cinco contas. A vítima pode contestar o pagamento em até 80 dias e, em 2025, a mídia cripto brasileira noticiou um caso em que dois bancos encerraram as contas de um vendedor P2P em menos de uma semana após reclamações desse tipo.

O MED (Mecanismo Especial de Devolução) é o mecanismo do Banco Central do Brasil para a devolução de pagamentos via Pix enviados a golpistas.

Importante: aceite pagamento apenas de uma conta com o mesmo nome do perfil do comprador e não envie USDT com base em uma captura de tela com a marcação Agendado - é uma transferência agendada que pode ser cancelada.

Imposto sobre cripto e regras para USDT no Brasil

O Banco Central do Brasil (BCB) regula os saques de USDT com base na lei brasileira de criptoativos (Lei 14.478/2022), e a Receita Federal cobra imposto sobre o lucro das vendas. A maioria dessas regras se aplica às exchanges e aos provedores, e não a você como titular de uma carteira cripto:

  • Autorização das exchanges: As Resoluções BCB 519, 520 e 521 estão em vigor desde 2 de fevereiro de 2026 e criam um novo tipo de licença, a SPSAV. As exchanges que não fizerem o pedido até 30 de outubro de 2026 precisam deixar de operar no Brasil.
  • USDT como operação de câmbio: A Resolução BCB 521 trata a compra e a venda de stablecoins, assim como as transferências para uma carteira cripto e a partir dela, como parte do mercado de câmbio e, por isso, a exchange precisa identificar o titular da sua carteira cripto.
  • Comunicações ao Coaf: A exchange comunica as transferências de US$ 10.000 ou mais entre a exchange e uma carteira cripto ao Coaf, a unidade de inteligência financeira do Brasil.
  • Travel Rule: A partir de 2 de fevereiro de 2027, as exchanges terão de compartilhar os dados do remetente e do destinatário em toda transferência dentro do Brasil.
  • Imposto de Renda: As vendas em exchanges brasileiras de até R$ 35.000 por mês são isentas de imposto, mas, se as suas vendas passarem desse valor em um mês, todo o lucro daquele mês é tributado a uma alíquota de 15-22,5 %, com pagamento até o último dia útil do mês seguinte. A Medida Provisória MP 1303, que propunha uma alíquota única de 17,5 %, perdeu a validade em outubro de 2025.
  • Declaração na DeCripto: Desde julho de 2026, quem negocia mais de R$ 35.000 por mês por meio de uma exchange estrangeira ou sem exchange precisa enviar uma declaração mensal à Receita Federal.
  • IOF sobre cripto: Uma proposta de imposto de 3,5 % sobre transações de compra de cripto, com isenção de até R$ 10.000 por mês, foi suspensa em março de 2026 e, em outubro de 2026, não está em vigor.

A SPSAV (Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais) é uma empresa autorizada pelo Banco Central do Brasil a prestar serviços de cripto.

Melhor forma de sacar USDT no Brasil

A melhor forma de sacar USDT no Brasil depende do seu CPF, da sua conta bancária brasileira e do valor que você saca por mês:

  • USDT na sua própria carteira: Guarde USDT em uma carteira de autocustódia, em que só você tem as chaves, e venda-o por meio de um provedor quando precisar de reais.
  • Residente com conta bancária brasileira: Venda em uma exchange brasileira e saque os reais via Pix - é a opção mais barata, e vendas pequenas entram na isenção mensal de imposto.
  • Estrangeiro sem CPF: Tire o CPF para abrir uma conta bancária brasileira e uma conta em exchange e, até lá, guarde USDT na sua própria carteira cripto.
  • Quem precisa de dinheiro em espécie: Saque os reais via Pix e retire-os em um caixa eletrônico ou com o Pix Saque.
  • Valor alto: Venda em uma exchange brasileira com conta verificada e fique de olho no limite mensal de isenção de imposto.

Instale a Gem Wallet para guardar USDT com segurança e privacidade e vendê-lo por reais sempre que precisar.

Experimente a Gem Wallet!

Carteira de autocustódia para mais de 100 blockchains

App Store 4,9 ★ na App Store | Google Play 4,8 ★ no Google Play
Faça o download agora

Perguntas frequentes

Não, você precisa de um CPF para sacar em reais, mas um estrangeiro pode tirá-lo no Brasil em cerca de dois dias úteis.
Não, desde que as suas vendas em exchanges brasileiras fiquem abaixo de R$ 35.000 por mês.
Sim, por meio de provedores como a Transak e a Paybis.
Sim, comprar, guardar e vender USDT é legal no Brasil.