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A Gem Wallet passou por uma análise de segurança aprofundada da Cure53, sem nenhum problema crítico ou de severidade alta no núcleo em Rust da carteira nem nos apps para iOS e Android, e todos os achados de severidade média foram corrigidos ou mitigados. O relatório final é datado de 21 de outubro de 2026. Para nossos usuários, é mais um motivo para guardar, enviar e fazer swap de cripto na Gem Wallet com tranquilidade.
O que é a Cure53?
A Cure53 é uma empresa de Berlim especializada em auditorias de segurança de aplicativos desde 2007. A equipe reúne 30 especialistas independentes, e a empresa já publicou mais de 130 relatórios de auditoria no seu site.
A Cure53 é conhecida não só pelas auditorias: a equipe criou o DOMPurify, uma ferramenta de código aberto que protege aplicações web contra ataques XSS. Entre os projetos auditados pela empresa estão 1Password, Mullvad VPN, Proton Pass e Threema.
O que a Cure53 analisou na Gem Wallet
Em setembro de 2026, uma equipe de quatro testadores seniores da Cure53 dedicou 13 dias a um teste de penetração e a uma auditoria do código-fonte da Gem Wallet na versão 2.114.40. A auditoria seguiu uma abordagem white-box: a Cure53 teve acesso total ao código-fonte, revisou esse código e testou os builds de produção para iOS e Android. O backend não fez parte desta auditoria.
O foco da auditoria foi o núcleo em Rust que protege suas chaves nos dois apps:
- Keystore criptografado: como a carteira criptografa, armazena e exclui segredos, e como eles transitam entre o núcleo em Rust e os apps.
- Chaves e assinatura: importação da frase secreta, derivação de contas e assinatura de transações.
- Proteção da senha: como os apps para iOS e Android armazenam e usam a senha da carteira.
Resultados da auditoria da Gem Wallet
A Cure53 não encontrou problemas críticos nem de severidade alta. Dos 21 achados, 17 já foram corrigidos ou mitigados, incluindo todos os de severidade média, e a Cure53 confirmou cada correção em uma revisão posterior:
- Crítico - 0
- Alto - 0
- Médio - 6 (todos corrigidos ou mitigados)
- Baixo - 10 (8 corrigidos)
- Informativo - 5 (3 corrigidos)
Os achados de severidade média diziam respeito à autorização no próprio dispositivo: por exemplo, o bloqueio do app não vinha ativado por padrão, e em um celular Android com root a verificação do código PIN podia ser contornada. Cada um deles exigia um celular desbloqueado ou com root nas mãos de um invasor, ou um app malicioso instalado pelo próprio usuário. Os quatro itens em aberto são sugestões de reforço de severidade baixa ou informativas.
Como a Gem Wallet protege suas chaves
A Cure53 rastreou os segredos da carteira de ponta a ponta - importação, armazenamento criptografado, derivação de contas, assinatura, exportação e exclusão - e confirmou que a base é sólida:
- Um núcleo em Rust para os dois apps: os apps para iOS (Swift) e Android (Kotlin) compartilham o mesmo núcleo em Rust. Na assinatura do dia a dia, as chaves privadas descriptografadas ficam dentro do Rust, e os apps recebem apenas a transação assinada.
- Criptografia forte dos dados armazenados: cada segredo é criptografado com AES-256-GCM usando uma chave derivada com Argon2id, e o cabeçalho do arquivo também é autenticado. Para a Cure53, os parâmetros do Argon2id seguem as recomendações atuais, e não há reutilização de nonce.
- Armazenamento protegido da senha: a senha da carteira fica guardada no iOS Keychain ou no Android Keystore.
- Aleatoriedade segura: frases secretas, nonces e salts vêm de uma fonte aleatória segura.
- Verificação de endereços em 56 redes: os testes de derivação usam endereços esperados fixos, e os endereços de todas as 56 redes que usam frase secreta conferiram.
O que corrigimos após a auditoria
A maioria das correções torna o bloqueio do app mais forte. Agora a Gem Wallet sugere ativá-lo quando você cria ou importa uma carteira e, com o bloqueio do app ativado, excluir uma carteira exige seu código PIN ou biometria. No Android, a senha da carteira agora é sempre protegida por uma chave do Android Keystore e, com o bloqueio do app ativado, essa chave exige o PIN do dispositivo ou biometria, o que fecha as brechas de contorno que a Cure53 encontrou em celulares com root.
Também reforçamos os próprios apps. No Android, os DApps agora voltam para a Gem por meio de um link verificado do gemwallet.com que nenhum outro app pode reivindicar. No iOS, sua frase secreta e sua chave privada ficam ocultas em capturas de tela, gravações de tela e no alternador de apps. No núcleo em Rust, frases secretas e chaves derivadas agora são apagadas da memória logo após o uso.
Por que isso importa para nossos usuários
A Gem Wallet é uma carteira de autocustódia 100% de código aberto: suas chaves privadas ficam armazenadas apenas no seu dispositivo, e ninguém, nem mesmo a nossa equipe, tem acesso a elas. Todo o código está aberto no GitHub, então qualquer pessoa pode revisar a versão auditada e as correções que vieram depois.
O código aberto mostra como a carteira é construída, e uma auditoria independente confirma a segurança dela. Juntos, eles dão aos nossos usuários o que mais importa - a confiança de que só eles controlam as próprias criptomoedas.
Leia o relatório completo da Cure53
📄 Relatório da auditoria da Gem Wallet pela Cure53 (PDF)
📄 Resumo da auditoria da Gem Wallet pela Cure53 (PDF)
Agora duas auditorias independentes, da CertiK e da Cure53, respaldam a Gem Wallet, e vamos continuar convidando especialistas independentes para revisar nosso código. Atualize a Gem Wallet para a versão mais recente e receba todas as correções pós-auditoria - e gerencie suas criptomoedas com segurança e privacidade 24/7.
Aviso: este artigo tem fins apenas informativos e educacionais e não constitui recomendação financeira ou de investimento. Criptoativos são muito voláteis, e você pode perder todo o dinheiro investido. Faça sua própria pesquisa e tome decisões por sua conta e risco.


